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02
fev

Muitas pessoas sempre me perguntam por qual motivo eu prestei vestibular para o curso de Arquivologia e como resposta, eu sempre digo que procurava um curso onde eu pudesse voltar a minha formação para a tecnologia.

Porém, no decorrer do curso, ao conhecer a fundo a profissão, ao perceber as várias possibilidades em que um profissional Arquivista pode atuar no mercado de trabalho, foi que me dei conta de que o curso era promissor e o campo de trabalho também. Não abandonei a área de tecnologia, o que fiz foi utilizar meus conhecimentos relacionados à TI para aprimorar a minha formação acadêmica, agregando os conhecimentos das duas áreas.

O Arquivista tem como principal objetivo, e porque não dizer filosofia, salvaguardar os documentos de arquivos devido ao seu valor de prova e informação (característica histórica) e também como instrumento de apoio à administração, à cultura e ao desenvolvimento social e científico. As atribuições do profissional, de acordo com o Art. 2º da lei nº 6.548/1878 (que regulamenta a profissão), são: planejamento, organização e direção de serviços de Arquivo; orientação e acompanhamento do processo documental e informativo; orientação e direção das atividades de identificação das espécies documentais e participação no planejamento de novos documentos e controle de multicópias; planejamento, organização e direção de serviços ou centros de documentação e informação constituídos de acervos arquivísticos e mistos.

Entender como funciona o processo de organização e gestão da informação é essencial para o profissional Arquivista; procurar entender a massa documental produzida e acumulada por uma instituição, em decorrência de sua função e das atividades que a mesma exerce, é imprescindível para que o arquivista evolua profissionalmente; porém, conhecer e entender as tecnologias disponíveis torna-se essencial para que o profissional possa alçar novos voos. À medida que a tecnologia evolui, aumenta também o volume de documentos natos digitais, ou seja, aqueles originados exclusivamente de forma digital e, para tratar esta massa documental digital, o profissional deve possuir um mínimo de conhecimento das tecnologias.

Um outro fator que tenho percebido aumentar de forma constante no decorrer dos anos é o número de vagas ofertadas em concursos públicos para graduados em Arquivologia. Diversos concursos, inclusive os da área judiciária e executiva têm ofertado vagas para arquivistas em seus quadros de funcionários. Isto mostra um promissor reconhecimento da profissão e a necessidade de se ter tal profissional atuando nas instituições, trabalhando para a melhoria da gestão documental.

Como eu tentei mostrar neste texto, o Arquivista tem um leque de opções para trabalhar e cabe somente a ele decidir e se especializar em determinada área e buscar sempre aprimorar os seus conhecimentos, além de estar atualizado com as demandas do mercado. Seria demasiado extenso este texto, se eu continuasse a tentar definir e/ou delimitar o campo de atuação do profissional no mercado de trabalho. O que tentei nestas poucas linhas foi dar uma pincelada sobre as atividades exercidades por um Arquivista.

Perfil de Rafael Botelho
Bacharel em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia tem experiência na área de Arquitetura da Informação, Gestão de Conteúdos, Gestão da Informação etc. atua principalmente nos seguintes temas: Arquitetura da Informação, Preservação Digital e Segurança da Informação.









 

 

 

 

 

 

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